quinta-feira, 24 de agosto de 2017

[Romance de Literatura] "Os Maias", Eça de Queirós [Porto Editora]



Titulo: Os Maias

Autor: Eça de Queirós

Editora: Porto Editora

Data de edição: Dezembro de 2015

Género: Romance de Literatura

Nº de paginas: 736

Opinião por Ana Santos, Blog A Dama dos Livros


O romance por "Episódios da vida romântica" ou, como é mais conhecido, "Os Maias",  foi publicado em 1888 e é considerado como a mais bem acabada obra de Eça de Queirós. Voltada para a alta sociedade Lisboeta, os maias faz parte de uma trilogia que, junto com "O Crime do Padre Amaro" e "Primo Basílio", foram denominadas por Eça de Queirós como cenas da vida portuguesa, já que nelas o autor examina a alta e pobre sociedade lisboeta. As criticas contidas nessas obras, segundo Eça, tinham a intenção de corrigir a hipocrisia daquela sociedade viçosamente burguesa.
Os Maias tem como tema principal o caso do incesto inconsciente entre Carlos da Maia e Madame Castro Gomes, que na verdade é Maria Eduarda, irmã desaparecida de Carlos. A historia se desenvolve, basicamente, em duas linhas de acção: a primeira, entorno do amor incestuoso de Carlos e Maria Eduarda; e, a Segunda, sobre a vida desregrada e ociosa da burguesia lisboeta. 
Os Maias, seja pelo lado polémico, devido ao tema abordado, seja como documento social, ainda hoje mantém uma enorme força critica, pois continua a instigar a consciência do leitor, promovendo o questionamento e a reflexão.
A narrativa inicia-se tendo como pano de fundo a descrição da reforma da imponente casa do Ramalhete, antiga residência dos maias em Lisboa. A casa havia sido fechada por D. Afonso quando esse fora viver na Quinta de Santa Olávia. Afonso Da Maia, resolveu regressar á antiga morada de seus antepassados quando soube que Carlos, seu neto, estava voltando de Coimbra, onde acabara de se formar em medicina. Certo de que Carlos, após de viver anos sob a agitação de Coimbra, Paris e Londres, preferiria morar em Lisboa, cidade melhor preparada para acolher um jovem medico e mais propicia para a instalação de um consultório, Afonso decide retornar a Lisboa e preparar o ramalhete para receber seu neto, ultimo descendente de fidalguia dos Maias. 
Em meio ás lembranças dos antepassados do velho D.Afonso, o narrador faz um flash back e, dessa forma, apresenta ao leitor a tragica historia daquela familia. Os maias, "fidalgos da Beira" e tradicionais menbros da sociedade de benfica, eram uma familia pouco numerosa, pelo que consta, Caetano da maia teve apenas um filho: Afonso. Esse, por sua vez, seguiu o exemplo do pai e produziu apenas um rebento: Pedro.

Pedro da Maia, ao contrario do que pretendia seu pai, foi educado "de acordo com padrões românticos". Crescera a beira da saia da mãe, D. Maria Eduarda Runa, e dentro dos preceitos da igreja. Quando adulto, tornou-se um homem frágil e melancólico, sentimento esse que é acentuado com a morte da mãe, a qual Pedro era demasiadamente ligado. Para o narrador da obra, Pedro é a composição caricatural da fraqueza dos românticos, que encontravam na morte a saída para desilusões da vida.
Toda a soturnidade desse personagem é quebrada com a chegada de Maria Monforte - ou a "Negreira"- como a jovem era mais conhecia na burguesia da epoca, em virtude de ela ser filha de um traficante de escravos. Apos corteja-la, Pedro, mesmo contra a vontade de seu pai, casa-se com ela. Esse matrimonio nao agrada a Afonso da maia, que nao perdoa a desobediencia de Pedro. No entanto, Pedro parece ter encontrado a felicidade, mesmo diante da propensão á infidelidade de sua esposa.
Dos momentos felizes do casal, nasceram dois filhos: Maria Eduarda e Carlos. Após o nascimento do ultimo, a "Negreira" Maria Monforte desenvolve ainda mais a sua tendência ao adultério, mas não o concretiza com nenhum homem daquela sociedade, pois neles faltava um elemento fundamental: a arte da sedução. 
No entanto, não demorou muito para que surgisse um homem que tivesse a chama para que a bela Maria Monforte traísse o ingénuo marido. Esse homem é Tancredo, um napolitano que afirmava ser um príncipe italiano e que procurava em portugal um local para fugir da perseguição de seus algozes. A infiel Negreira consumou a traição fugindo com o sedutor Tancredo. Na fuga, ela leva consigo a filha, Maria Eduarda, deixando Carlos com o marido. Pedro, inconformado, não com a traição em si, pois poderia perdoar sua esposa, mas com a fuga da sua amada, suicida-se.
Carlos cresce ao lado do seu avo, convito da morte de sua mae e de sua irma. Nao tendo a possibilidade de educar Pedro dentro de seus moldes, Afonso da maia torna para si a responsibilidade de educar o jovem Carlos. Esse, entao, é doutorino nos padroes britanicos. 
Mais tarde, Carlos vai a Coimbra estudar medicina. Lá conhece João da Ega, que transforma-se no fiel escudeiro do jovem maia. ( parece que há uma maior adesão afectiva do narrador com esse personagem. Ega caracteriza-se por ser um revolucionário, porem, inofensivo. Essa visão "Simpática" também aparece em outros personagens, como por exemplo: Afonso da Maia. Em contra partida, o narrador apresenta Dâmaso Salcede, um pretensioso sedutor de mulheres, de forma sarcástica e Eusebiozinho como sendo um produtor da debilidade moral e física do romantismo.)
Apos formar-se em medicina, Carlos da Maia retorna a lisboa e passa a exercer sua profissao apenas por gosto e nao por obrigação. Tambem com relação a vida o seu procedimento é o mesmo, pois em decorrencia de uma sociedade desprovida de motivação cientifica e culturais, nao se fixa em nada.
O jovem da Maia, conheceu muitas mulheres em sua estada em coimbra, o mesmo ocorrendo em lisboa. Seus casos amorosos quase sempre eram com mulheres casadas ou prostitutas. Apos alguns encontros amorosos com a condessa Gouvarinho, madame Castro Gomes, que por sua vez rompe com Castro Gomes, o qual não era oficialmente seu marido, para ir viver com Carlos da Maia.
O casal aguardava apenas a morte de D. Afonso, que não aprovava essa união para se casarem. No entanto, Joaquim Guimarães, um jornalista idoso, entrega a João Ega uma caixa de documentos a ele confiada por Maria Monforte, em Paris, para ser entregue a Carlos e a sua irmã. Ega lê os documentos contidos na caixa e , aterrorizado, mostra-os a Carlos, que enfim descobre que Madame Castro Gomes é, na verdade, sua irmã. Carlos, ainda desnorteado, volta a encontrar- se com a irmã, numa atitude incestuosa, porem já consciente.
Surpreendido com o reaparecimento da neta, que surgia como amante do próprio irmão, Afonso da Maia morre. A situação entre os dois só é solucionada após o funeral: Maria Eduarda, com a identidade esclarecida, vai para Paris e lá se casa; Carlos viaja para a América e Japão na companhia de Ega. Mais tarde, Carlos acaba fixando residência também em Paris, onde passa a ter uma vida ociosa. Dez anos depois, ao retornar a portugal, o estilo de vida dos dois amigos continua o mesmo, resultando uma visão desencantada da realidade, que marcou as produções artísticas do séculos XIX.



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

[Romance] "A Mulher Esquecida", de Katherine Webb [Chá das Cinco]



Autora: Katherine Webb

Editora: Chá das Cinco

Edição:Outubro de 2015

Género: Literatura / Romance

Nº de paginas: 480

Opinião por Ana Santos, Blog A Dama dos Livros

Gosto imenso do título, pois chamou-me a atenção.
É uma questão interessante, o que faz alguém ser recordado e não ficar perdido nas brumas do tempo. Quem não se questiona se será lembrado, e até quando... Bem, no caso específico desta história, a mulher esquecida está também envolta num mistério, pelo que o seu esquecimento não foi pacífico. O seu desaparecimento e as razões para o mesmo é apenas conhecido por duas pessoas, e quem um dia a conheceu e a amou, não consegue descansar sem descobrir a verdade.
Ficou um pouco confuso,de forma como a autora brincou com as duas faixas temporais, inícios de 1800 e vinte anos mais tarde, vamos conhecendo aos poucos a verdade sobre o que aconteceu a Alice, ao mesmo tempo que acompanhamos as vidas de quem lhe sente a falta, Starling, a sua protegida e Johnathan, o seu amor.
A história está escrita de uma forma bastante interessante, impelindo-nos a continuar a leitura de forma a chegar à tão esperada revelação. Simultaneamente, encontramos uma rica descrição sobre a vida naquela época, incluindo alguns episódios sobre a Guerra Peninsular, em que os britânicos lutaram ao lado dos portugueses contra os franceses e os espanhóis.
As personagens, principalmente Starling e Rachel, são as verdadeiras forças motoras por trás do avançar do enredo. Gostei imenso das duas, e julgo que são óptimas representantes para duas das classes de mulheres daquela época, revelando o que tinham de aguentar e até sofrer, às mãos de quem as controlava, marido ou senhor.



Katherine Webb cresceu numa zona rural em Hampshire, Inglaterra. Residiu em Londres e em Veneza, e actualmente em Berskhire, Inglaterra. Já trabalhou como empregada de café, au-pair, assistente pessoal, ceramista, encadernadora, bibliotecária e governanta de uma mansão, sendo que agora dedica os seus dias à escrita.



[Ficção] "Mors Tua, Vita Mea - A tua morte, a minha vida", de Vanessa Santos [Chiado editora]



Autora: Vanessa Santos

Editora: Chiado editora 

Edição: Junho de 2015

Género: Ficção

Colecção: Viagens na Ficção

Nº de Paginas: 542


Opinião por Ana Santos, Blog A Dama dos livros

Em primeiro lugar tenho que dizer que adoro a capa, pois acho-a muito bonita, e transmite, perfeitamente, a ideia de que o livro é sobre uma história com mistério envolvendo armas, claramente trata-se de um crime. Acho que está muito bem conseguida porque desperta logo a atenção do leitor. No meu caso provocou também uma expectativa bastante alta sobre a história que aí vinha e posso desde já dizer que não fiquei desiludida.
Gostei muito da leitura de Mors Tua, Vita Mea.
Envolvi-me com algum dificuldade na história.  Sara, é a personagens principal mais  trapalhona e ao mesmo tempo divertida! (sim, graças a este livro dei por mim a rir sozinha na sala de estar  quando estava a ler! parecia uma tolinha! eh eh)
Cativante, com a dose certa de mistério e cheio de reviravoltas é um livro ao qual me apeguei muito facilmente! 
No entanto o final...além de ficar nostálgica porque terminei a leitura e triste porque uma personagem muito especial não resistiu...ao mesmo tempo fiquei cheia de curiosidade com o que ainda ficou por revelar.

Vanessa Santos é natural de uma das freguesias mais antigas da cidade de Leiria, Cortes. Ao longo dos anos, foi descobrindo o gosto pela leitura, tendo concluído, que o seu gosto e género literário pende, essencialmente, para o thriller, terror, ficção científica e, principalmente, histórias de crime e mistério, sendo por isso, leitora de nomes como Agatha Christie e Stephen King.
A autora de “Mors Tua, Vita Mea – A tua morte, a minha vida”, é finalista da Licenciatura em Direito, em Coimbra, e no mesmo ano em que se torna finalista lança o seu blogue intitulado Livros de Vidro.
A transição de ano de 2014 para 2015 culminou com a edição da sua primeira experiência no mundo da escrita com um texto que teimava em ficar apenas no fundo de uma gaveta, mas que se espera não ser o último a sair de lá.



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

[Literatura Fantástica] "Crescendo", de Becca FitzPatrick [Porto Editora ]


Titulo: Crescendo

Autora: Becca FitzPatrick

Editora: Porto Editora

Edição: Julho de 2011

Género: Literatura Fantástica

Nº de Paginas: 336



Opinião por Ana Santos, Blog A Dama dos Livros


Crescendo é a continuação de Nora, a protagonista, encontra-se num momento bastante difícil logo após as primeiras páginas. Depois de ter presenciado a morte de perto e ter perdido aquele que mais amava dedicou-se a Patch, fez dele o seu pilar, o seu escudo contra o temor e a solidão. No entanto, a estabilidade emocional está longe de ser oferecida a esta personagem que, por obra de seres superiores ao destino, se verá arrastada para um carrossel sentimental onde arriscará tudo para obter, finalmente, algumas respostas.
Patch por seu lado mantém o mistério continuando a ser um interveniente difícil de interpretar que, ao ser de certa forma afastado de Nora, acaba também por ser remetido para segundo plano neste segundo livro até quase ao final. A mim como leitora provocou-me ambiguidade de sentimentos.
hush, hush, um romance juvenil paranormal que evidencia o lado obscuro de seres angélicos. Com muita acção e mistério, é de forma entusiástica que evidenciamos os dramas e paixões da personagem principal que se encontra a um passo de descortinar os segredos que lhe traçaram o destino colocando-a, novamente, num perigo de proporções transcendentes.
Becca Fitzpatrick foi aclamada pela crítica com o seu primeiro livro e, uma vez mais, apresenta um enredo cativante e com uma escrita bastante fácil que se molda a qualquer apreciador deste género literário, apesar da faixa etária dos seus personagens. Com um ritmo assertivo esta é uma leitura rápida que no final nos deixa ansiosos pela continuação.
Com personagens à parte, as descrições momentâneas de cenários entre momentos de suspense também se encontra bem conseguida, algo raro nestes livros, o que contribui para os momentos de tensão, que não são poucos.
Em relação ao paranormal, fantástico, que se encontra presente na história através de arcanjos anjos e neflins é evidenciado de diversas formas e gostei particularmente da forma como a autora trabalhou as suas particularidades aprimorando, em particular, o subconsciente da personagem principal algo que me agradou bastante. 
Neste segundo livro, gostei particularmente da acção em que se desenrola definitivamente com cada personagem ao seu redor.


Becca Fitzpatrick soube cativar-me e tenho a certeza que quem gostou do seu primeiro livro irá também sentir-se satisfeito com esta leitura. Demonstra ser uma autora inteligente na movimentação dos seus intervenientes e, apesar do lado sombrio da sua trama, consegue contrabalançar emoções com o seu humor muito próprio impondo, com acção, uma cadência acelerada que já conquistou um elevado número de admiradores.
No dia 22 deste mês, os fãs da saga hush, hush, passaram também a ter acesso ao terceiro livro, Silêncio, uma opinião que divulgarei em breve. Uma excelente aposta da Porto Editora, para acompanhar atentamente. Recomendo.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

[Literatura érotica] Perdição em Roma, de Sylvain Reynard [Chá das cinco]




Autora: Sylvain Reynard

Editora: Saída de Emergência

Chancela: Chá das cinco

Edição: Março de 2017

Nº de paginas: 303


Opinião por Ana Santos, Blog A Dama dos livros

Tais como dos dois primeiros títulos desta serie, de "Raven- Noites em Florença" e "Uma sombra sobre Florença". "Perdição em Roma" é o terceiro livro da mesma serie da autora Sylvain Reynard é um romance de cariz fantástico, que corresponde a um muito bem conseguido spin off da série " O Inferno de Gabriel", também editada em Portugal pela chancela Chá das Cinco das Edições Saída de Emergência.

"Perdição em Roma" da autora Sylvain Reynard, esteve dentro das minhas expectativas. Adorei cada pedaço do capítulos, uns mais do que os outros.
William, decide-se entregar a Cúria (Inimigos dos sobrenaturais), juntamente com Raven. Para salvar a sua amada, ele decide em fazer um exorcismo.
No final Raven e William ficaram sempre juntos, felizes e em paz . 
Entre as alusões a diversos aspectos históricos, em especial, ao Renascimento Italiano e ao seu relevante contributo para a história da arte acabam por ser o complemento ideal para afastar a obra de uma visão estereotipada, conferindo-lhe um factor de distinção, sem retirar a natureza sobrenatural e uns elegantes laivos de sensualidade e romantismo.

sábado, 10 de junho de 2017

[Literatura Juvenil] Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente [Porto Editora]





Autor: Gil Vicente

Editora: Porto Editora

Data de edição:

Nº de paginas: 64 paginas

Colecção: Educação Literária

Opinião por Ana Santos, Blog A Dama dos Livros


Na auto da Barca do Inferno, uma peça teatral, dar unidade de acção através de um único espaço e de duas personagens fixas "diabo e anjo".
A peça inicia-se num porto imaginário, onde se encontram as duas barcas, a Barca do Inferno, cuja tripulação é o Diabo e o seu Companheiro, e a Barca da Glória, tendo como tripulação um Anjo na proa.
Apresentam-se a julgamento as seguintes personagens:


  • Fidalgo, D. Anrique;
  • Onzeneiro (homem que vivia de emprestar dinheiro a juros muito elevados, um agiota);
  • Sapateiro de nome, que parece ser abastado, talvez dono de oficina;
  • Joane, um parvo, tolo, vivia simples e inconsciente dos seus actos;
  • Frade cortesão, Frei Babriel, com a sua "dama" Florença;
  • Brísida Vaz, uma alcoviteira;
  • Judeu usurário talvez chamado Semifará(na obra diz-se que pode ser o nome do próprio ou de um conhecido);
  • Corregedor e um Procurador, altos funcionários da Justiça;
  • Enforcado;
  • Quatro Cavaleiros que morreram a combater pela fé.

Cada personagem discute com o Diabo e com o Anjo para qual das barcas entrará. 
Esta obra tem dado margem a leituras muito redutoras, que grosseiramente só nela vêem uma farsa. Mas se Gil Vicente fez a impiedosa das moléstias que corroíam a sociedade em que viveu, não foi para se ficar aí, como nas farsas, mas para propor um caminho decidido de transformação em relação ao presente. Normalmente classificada como uma moralidade, muitas vezes ela aproxima-se da farsa; o que indubitavelmente fornece ao leitor é uma visão, ainda que parcelar, do que era a sociedade portuguesa do século XVI. Apesar de se intitular Auto da Barca do Inferno, ela é mais o auto do julgamento das almas.

Esta obra do grande Gil Vicente  é considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É considerado o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico, já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramatologia espanhola com Juan del Encina.

Para mim, esta obra é uma das melhores.

[Literatura Juvenil] "Hush, Hush", de Becca Fitzpatrick [Porto Editora]






Titulo: Hush, Hush

Autora: Becca Fitzpatrick

Editora: Porto Editora

Edição: Maio de 2010

Nº de Paginas : 319




Opinião por Ana Santos, Blog A Dama dos Livros 

Este romance é narrado na primeira pessoa, neste caso pela protagonista Nora Grey, uma jovem estudante que nos conta tudo o que vê ou que pensa estar a ver, no que sente quando está com pessoas, tanto com a sua melhor amiga Vee como outras.  Por outro lado Nora fica "apanha" por Patch.
E quem é este Patch?
Patch é um rapaz muito diferente dos outros rapazes, ele é atraente de uma maneira não convencional, tem olhos escuros penetrantes como misteriosos. Está sempre vestido de preto e aparece do nada. Quando menos espera, Nora sabe de algo assustador em que Patch está envolvido, mas não fica indiferente á paixão que sente por ele.

Um romance cheio de sensualidade, perigo e as personagens tem uma cumplicidades. Magnifico.